quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eu ainda acredito.


Era uma vez um grande campo, a grama está bem verde e brilhante. Você vem caminhando bem devagar. Você está vestindo uma túnica branca, sem nada nos pés, descalço. Seu cabelo está solto e bem leve, você não tem nada nos braços, não se sente preso. Olho para o lado e vejo uma linda cachoeira, a água é cristalina, posso ver peixes de todas as cores, cardumes dos mais belos. Olho para o outro lado e vejo flores que jamais pensei que existiam. Continuo caminhando, bem devagar. Começo a ouvir uma música bem lenta ao fundo, são várias vozes, parece um coral. É algo tão leve que consigo caminhar mais devagar ainda. Consigo pensar em apenas uma coisa. A concentração vem para mim de forma fácil. Conseguiria passar horas pensando na mesma coisa sem mudar de foco, pois o ambiente proporcionava-me isso. Quando começo a pensar no que tenho agora em minha vida. O que é a minha vida? Passo horas e horas pensando apenas nisso e concluo: falta-me apenas a parte amorosa. Mas olho para o fim do campo verde que não tem fim e vejo alguém vindo. Veste uma túnica branca, sem nada nos pés, descalço. Seu cabelo está solto e bem leve, não tem nada nos braços, não se sente preso. Após uma caminhada idealizadora, senta-se ao meu lado. Conversamos por horas sem sentir o tempo passar, por horas mesmo. Falamos sobre os mais diversos assuntos. Olhamo-nos apaixonadamente. Você foi o alguém que eu sempre sonhei e que eu sempre pedi em orações. Não há ninguém que me entenda mais que você, que me ouça, que compartilhe das mesmas idéias, que me dê tanta atenção, que seja tão dedicado, que seja tão inteligente, que seja tão sincero, que seja tão amigável, divertido e sincero. Você respeitava-me e era tudo extremamente recíproco. Sabe o que era melhor? Sentir que você estava ali como uma pessoa disposta a tentar, pois a intenção já vale tudo. Eu acho que não podia encontrar amor mais perfeito, aonde tudo casa, simetricamente. Não olho para mais ninguém, meus pensamentos sentimentais são apenas para você. Como o clichê do começo, levanto-me, vou ao banheiro, abaixo o short e tiro a água do joelho, fazer na cama é feio.