
Hoje eu pergunto-me se ter mentido foi a melhor saída. Como alguém avesso à sinceridade desnecessária, não hesitei em fazer uso do egoísmo e ter meu bem estar mental preservado. Com o tempo, ambos os lados puderam ver que aquilo não era tão verdade assim, que tudo tinha arrefecido. Não faço a mínima ideia do grau em que os sentimentos se apresentam depois desse tempo. Ao me perguntarem, eu coloco em uma escala-mexe-comigo de 0 a 10, mas parece não ser suficiente, de tão subjetivo que tudo isso é. Mil hipóteses são colocadas, e eu bloqueio (e recalco) todas, não vou especular sobre algo que não faz sentido. Eu digo que hoje estou vivo, mas amanhã é amanhã, posso estar morto, dentro de um caixão bem quente por obra dessas perguntas estapafúrdias.
Essa escala já tirou tanto o meu sono, de me fazer sonhar coisas ilógicas (como se o sonho não fosse essencialmente isso, uma incoerência superficial), de me fazer perguntar o motivo pelo qual eu estou colocando sentimentos em escalas...
O perdão nunca foi daquelas atitudes nobres muito praticadas por mim. Eu olho para trás e quero saber a necessidade de ainda problematizar sobre algo que não vai caminhar junto do perdão, da ausência de movimentos inclinados para que isso se torne realidade, deixo então seguir...só, então, me acalmo.