Começou, há pouco tempo, mais uma edição do Big Brother Brasil, a oitava. Parece que o “Big God”, finalmente, após um período de experimentações, definiu o padrão do programa: gente feia já era; pobre não tem mais vez; os negros têm lugar cativo; ter a personalidade marcante(ou fingir que tem); ser bonito naturalmente ou artificialmente; ser ou fazer algo excêntrico são características básicas para passar pelo processo de seleção. Mas qual o motivo de o BBB ser tão criticado?
Muitos dizem ser uma besteira passar o dia acompanhando a vida de um “bando” de desconhecidos que, na maioria das vezes, não tem cultura alguma para acrescentar ao povo brasileiro, seria mais um exemplo de “cultura inútil”. O BBB é apenas uma forma rápida de ascensão para pessoas que querem um espaço na mídia para mostrar o “seu talento”, dizem eles. Sinceramente, vai adiantar criticar o programa? Será esse o único programa de má qualidade presente na rede de TV aberta do Brasil? Existem programas sem conteúdo que estão no ar há mais de dez anos e nunca li ou ouvi críticas a eles. Não que isto seja uma apologia ao programa, mas sim um alerta para assistirmos o que nos dá vontade, o que nos desperta interesse, mas, obviamente, sabendo o que se está assistindo.
Quem não tem curiosidade em saber quem foi o vencedor da prova de resistência para a escolha do líder? Será que quem ganhou a prova do anjo foi aquele que eu estou torcendo? Tomara que aquela falsa seja eliminada no paredão de amanhã! É entretenimento, não importando a qualidade. Após um dia de trabalho enfadonho ou um sacal dia de estudos, assistir a um documentário sobre o aquecimento global apenas piora a tensão, certamente. Se virmos pelo lado bom, colocaram um bom apresentador que, ao menos, faz comentários inteligentes e “alfineta” com perspicácia. Até discussão sobre mitologia grega já teve, ou seja, o nível está ficando melhor. Quem sabe no BBB 16 não teremos apenas comentários cultos?