Começou, há pouco tempo, mais uma edição do Big Brother Brasil, a oitava. Parece que o “Big God”, finalmente, após um período de experimentações, definiu o padrão do programa: gente feia já era; pobre não tem mais vez; os negros têm lugar cativo; ter a personalidade marcante(ou fingir que tem); ser bonito naturalmente ou artificialmente; ser ou fazer algo excêntrico são características básicas para passar pelo processo de seleção. Mas qual o motivo de o BBB ser tão criticado?
Muitos dizem ser uma besteira passar o dia acompanhando a vida de um “bando” de desconhecidos que, na maioria das vezes, não tem cultura alguma para acrescentar ao povo brasileiro, seria mais um exemplo de “cultura inútil”. O BBB é apenas uma forma rápida de ascensão para pessoas que querem um espaço na mídia para mostrar o “seu talento”, dizem eles. Sinceramente, vai adiantar criticar o programa? Será esse o único programa de má qualidade presente na rede de TV aberta do Brasil? Existem programas sem conteúdo que estão no ar há mais de dez anos e nunca li ou ouvi críticas a eles. Não que isto seja uma apologia ao programa, mas sim um alerta para assistirmos o que nos dá vontade, o que nos desperta interesse, mas, obviamente, sabendo o que se está assistindo.
Quem não tem curiosidade em saber quem foi o vencedor da prova de resistência para a escolha do líder? Será que quem ganhou a prova do anjo foi aquele que eu estou torcendo? Tomara que aquela falsa seja eliminada no paredão de amanhã! É entretenimento, não importando a qualidade. Após um dia de trabalho enfadonho ou um sacal dia de estudos, assistir a um documentário sobre o aquecimento global apenas piora a tensão, certamente. Se virmos pelo lado bom, colocaram um bom apresentador que, ao menos, faz comentários inteligentes e “alfineta” com perspicácia. Até discussão sobre mitologia grega já teve, ou seja, o nível está ficando melhor. Quem sabe no BBB 16 não teremos apenas comentários cultos?
3 comentários:
Bem, até concordo com grande parte do que vc disse caro renam. Isso acaba sendo uma verdade que a gente não percebe, ou que não quer perceber.
Gostei da parte que vc fala dos programas que estão em exibiçao a tanto tempo, com um grau de inutilidade quase tão grande ou até msm maior que o BBB "X", e as pessoas não criticam. Mas eu torço, assim como muitos que "amam" o programa, que o Big brother não chegue a sua 16ª ediçao.
Abraços de um de seus fãs Deivid...
hum... bem interessante seu pensamento a respeito do bbb. não sou o maior fã do programa, mesmo o resto da família sendo louca pelo bbb; porém acho q mesmo acreditando muita coisa é combinada, acho q não seja 100%, não dá! a respeito do restante da programação da TV Brasileira (pensando na questão cultura), não sei se vc já ouviu falar de Eugênio Bucci, mas ele diz q se tirarmos a TV do Brasil, o país desaparece. Eu não duvido muito disso não. A TV já está impregnada na nossa cultura de uma forma, que não dá para separar uma coisa da outra...
me interessei por essa discuçao do teu blog pq faço parte de um grupo, CAMBADA, que está justamente debatendo a real função da TV e sua grade de programação na vida do brasileiro, a fim de concluir essa pesquisa com um espetáculo teatral, já intitulado de ''Controle''
QUEIJOS E ABRAÇOS,
Walmick Campos
eh o lance de tentar extrair o q tem de bom(quando possível) daquilo q se tem. no caso de ligar a tv pra se distrair com o bbb eu acho q as vezes pode ser válido sim, até em desenho rolam altos pensamentos "cult" que cabe ao proprio telespectador ter a bagagem cultural e a perspicácia pra captar a mensagem, porém claro q devemos querer e reivindicar uma programaçao mais instrutiva, afinal eh um serviço q estamos consumindo.
enquanto isso, relaxa e goza!
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