Ele estava lá, solitário, com o rosto coberto pelo medo. As cenas, até ali trasncorridas, embaralhavam-se em seus pensamentos súbitos. Ele não tinha maturidade suficiente para saber o que estava acontecendo. Os trejeitos denunciavam-no. Os cantos sempre eram seus principais companheiros.
Ele podia não entender o que se passava, mas sentia que as brincadeiras de roda não gostavam dele. Ele apenas observava os grupos animados, porém herméticos. Para ele, não havia motivos. Desejava apenas brincar. A fala alta o incomodava, pois não havia com quem falar alto também.
A atenção da mestra nunca lhe era prestada. Ele apenas ouvia os conselhos dados. Muitas tentativas de inclusão foram promovidas, porém sem muito sucesso. Acabava sempre conversando com quem lhe dava atenção. Não conversava. Nem olhar as horas ele sabia para saber se o fim do sofrimento diário se aproximava. Ele não sabia o que havia de errado.
Pensava apenas se algum dia aquilo teria fim. Não conseguiria viver daquela forma. Precisava ser aceito. Tinha de mudar. Queria brincar. Só conseguia pensar e esperar o tempo passar impacientemente. Depois chorar. Para chamar atenção.
P.S.: Este texto é dedicado à Marina e à Elenita. :D
domingo, 16 de março de 2008
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5 comentários:
Eu AMEI o texto, meeesmo.
Adorei a linguagem, quase um Milton Dias.
Devia fazer um todos os dias, Renam. :~ :*******
Amei a dedicatória.
É um monstroo !
Tem futuro , com certeza.
Sério , Renam , muito bom o texto, mais ouam vez.
;P
minino as leitura tão surtindo efeito! esse texto causa empatia, gostei mesmo!
hello.
o texto é mara! :P
adorei mesmo.
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