
As relações estão reificadas, isso quer dizer que o homem coisificou sua própria existência. O outro perdeu o significado. Um dos principais mandamentos está quebrado, abandonado, acabado. O que Deus nos ensinou parece ter sido decorado e não aprendido. A diferença é: caiu no esquecimento. Mas será que foi mesmo esquecimento?
A super auto-valorização parece que ultrapassou e dimensionou de forma absurda as palavras Dele. Todos que não seguem os mandamentos de Deus dizem que ele quer que sejamos felizes. Independente de leis e mandamentos, acho que ele quer isso sim. Mas ele não quer que usemos isso como uma desculpa para mascarar as coisas erradas que fazemos. Mas o que é errado? Bem, não é descumprir as leis da sociedade. Você não precisa ser politicamente correto para ser íntegro. Ser íntegro é seguir o que você acredita sem medo de amanhã mudar de opinião. É não dever nada a ninguém, nem se importar com o que vão dizer, nem deixar que isso condicione sua vida. Não é ser auto-suficiente, mas também é não permitir que pensamentos demasiados atrapalhem uma verdade eminente. Independente de quem acredita ou não em Deus, ter fé. Fé em você sempre ou fé em uma força suprema.
As pessoas tornaram-se coisas umas para as outras. A arte do desapego vem sendo, cada vez mais, praticada. Todos os tipos de filosofia são pregadas: "Não procure o amor, ele pousa no seu ombro."; "Amar só depende de você, seja bom para as pessoas.";"Arrisque, quem sabe você não encontra o seu amor?". Na verdade, tudo é válido, pois isso te ocupa, amor mesmo, não traz. Ceticismo? Talvez. Não existe tranquilidade para o amor. Amor calmo é carinho. Todos terão de estar em constante reposicionamento para viver o amor. Amar é uma arte e nem todo mundo tem talento. Uns nasceram com talento, outros, esforçam-se.
O amor leva todos a fazerem as tolices jamais pensadas. Quantas vezes você viu aquele amigo bobo de amor sendo tolo por um sentimento que pra você não significava nada? É, aí está a diferença, cada um com seu cada um. Amor acontece por mágica, por interação, não tem explicação. Não tem regras, de fato. Não tem leis. Não tem mandamentos. Apenas acontece. E, se você perder as suas leis, é porque ele chegou. Então, nem dá para praticar a arte do desapego. Involuntário. Com fé ou sem fé, isso não muda, mas tente.....não dá.
16 comentários:
"Apenas acontece. E, se você perder as suas leis, é porque ele chegou. Então, nem dá para praticar a arte do desapego. Involuntário."
É fato.:]
Rena´s "Novo Sucesso"
..;D
Beeeijo!
eu sou do time das pessoas que se esforçam...
=/
O texto está excelente. Eu sou suspeito para elogiar! =)
Parabéns!
esforço um dia vira "ex-forço", qndo tudo acontecerá naturalmente.
otimo texto!
Sei nem o que dizer!
Night Train!
abraço
"Amor calmo é carinho"...
Não é desmerecendo a qualidade do seu texto (que é ótima, sempre). Mas se você tivesse escrito APENAS essa frase, já merecia minha congratulações! Demais Renam, demais...
:*
gozei.
oooown
c'est vrai!!
As vezes eu odeio o amor tanto quanto o amo.
Um dos melhores seus que já li.
É que você consegue colocar em palavras os sentimentos gerais que muita gente tem dificuldade de expressar! Ótimo
Tu es magnifique! L'amour est une épiphanie.
É preciso sempre acreditar em algo e se permitir ser-no-mundo, a medida que afeta é afetado :)
Adorei a leveza do texto!
;*****
Se fosse mulher teria orgasmos múltiplos!
adorei!
www.cozinhaepratosujo.blogspot.com
"Então, nem dá para praticar a arte do desapego. Involuntário. "
É difícil, não impossível.
Vai de cada um, cada cabeça/corpo/"leis".
Ótimo texto, obrigado por ter passado lá no blog.
=)
"Amor calmo é carinho."
adorei essa frase. acho q amor é todo um contexto, de afeto e muuuita briga, huhuhu... acho q por isso n creio q o ódio é oposto do amor. eles andam de mãos dadas. pois assim como o amor, o ódio n permite desapegos, huhuhu... e sobre o q acho q é o oposto desses dois (amor e ódio)... acho q o oposto é a indiferença.
ABRAÇÃO
parabens pelo O POVO!
huhuhu
hum... achei o mais estilística e conceitualmente bem elaborado até agora. Não me tocou profundamente (apesar de ter mesmo me visto em alguns elementos - e acho que o propósito desse não seja tocar: talvez propositadamente deixar o leitor meio impassível), mas, sem dúvida, foi o que mais atiçou meu senso estético-literário.
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