
Era uma vez um grande campo, a grama está bem verde e brilhante. Você vem caminhando bem devagar. Você está vestindo uma túnica branca, sem nada nos pés, descalço. Seu cabelo está solto e bem leve, você não tem nada nos braços, não se sente preso. Olho para o lado e vejo uma linda cachoeira, a água é cristalina, posso ver peixes de todas as cores, cardumes dos mais belos. Olho para o outro lado e vejo flores que jamais pensei que existiam. Continuo caminhando, bem devagar. Começo a ouvir uma música bem lenta ao fundo, são várias vozes, parece um coral. É algo tão leve que consigo caminhar mais devagar ainda. Consigo pensar em apenas uma coisa. A concentração vem para mim de forma fácil. Conseguiria passar horas pensando na mesma coisa sem mudar de foco, pois o ambiente proporcionava-me isso. Quando começo a pensar no que tenho agora em minha vida. O que é a minha vida? Passo horas e horas pensando apenas nisso e concluo: falta-me apenas a parte amorosa. Mas olho para o fim do campo verde que não tem fim e vejo alguém vindo. Veste uma túnica branca, sem nada nos pés, descalço. Seu cabelo está solto e bem leve, não tem nada nos braços, não se sente preso. Após uma caminhada idealizadora, senta-se ao meu lado. Conversamos por horas sem sentir o tempo passar, por horas mesmo. Falamos sobre os mais diversos assuntos. Olhamo-nos apaixonadamente. Você foi o alguém que eu sempre sonhei e que eu sempre pedi em orações. Não há ninguém que me entenda mais que você, que me ouça, que compartilhe das mesmas idéias, que me dê tanta atenção, que seja tão dedicado, que seja tão inteligente, que seja tão sincero, que seja tão amigável, divertido e sincero. Você respeitava-me e era tudo extremamente recíproco. Sabe o que era melhor? Sentir que você estava ali como uma pessoa disposta a tentar, pois a intenção já vale tudo. Eu acho que não podia encontrar amor mais perfeito, aonde tudo casa, simetricamente. Não olho para mais ninguém, meus pensamentos sentimentais são apenas para você. Como o clichê do começo, levanto-me, vou ao banheiro, abaixo o short e tiro a água do joelho, fazer na cama é feio.
13 comentários:
Tá muito bom! Arrancou umas boas risadas de mim no final.
Água do joelho foi fo...!
kkkkkkkkkkk!
Fazer o que?! A natureza chama, e seu chamado é cruel. Por mais que pareça ilário. Ainda bem que foi só água do joelho. Pior se fosse dar banho nos barrãozin novo!hihihihi
mas quem não sonha?
:)
observações:
- a túnica me remeteu um clipe da stefhany;
- os peixes estão descendo cachoeira abaixo? espero que não tenha mtas pedras.
- é minha história com o carneirinho.
Adorei. Principalmente as partes que falam do outro ser. Me identifiquei com a situação, pois acabo de começar um namoro. =)
n sei se é o q tu queria, mas senti esse amor mais pro lado de filho pra mãe.
huhuhu
"Eu ainda acredito" [2]
*.* Mas a gnt sempre acorda! :/~
Ótimo texto. :D~
BOOOOOOOOOOA!!!!!
HOIAIHAIHIHAIHOIHAIOHAIOHOHAOIHAHIHAIHHAHAHIOIHAIHAIHHIA
o que nos resta é sonhar =D
AUHAUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA
O texto tava ótimo, mas essa "água no joelho"... :X
bem, não sei se foi a idéia que ele teve, mas gostei da água no joelho, justamente, pela quebra que dá ao tom que estava sendo dado ao texto. conferiu leveza e um toque do inusitado, mostrando que ainda somos humanos e que estamos sujeitos a toda beleza do amor e de trivialidades como essa. Tb gostei da conexão entre o começo e o fim.
hahahahe e eu imaginando coisa pior q so 'agua no joelho'!rsrsrs
amei... ai, sonho tanto assim...
beijos, marilia
tu escreve de um jeito assim, tão despretensioso, tão simples - quase espontâneo, não roçasse a prosa poética. E evoca umas imagens tão bonitas, me toca, ó. Me toca. xD
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