
Eu quero hoje arriscar-me a dedilhar algo jamais tentado antes por mim.
Eu fui ao cinema ver "Ilha do Medo"(Shutter Island), com Leonardo Di Caprio e Mark Ruffalo(nos papéis de destaque), direção de Martin Scorcese. Depois do filme, após alguns comentários e discussões, vi que esse filme, ao menos, causa discordâncias.
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=HYVrHkYoY80
"No ano de 1954, os agentes federais Teddy Daniels e Chuck Aule investigam o desaparecimento de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe. Ao viajarem para a ilha de Shutter - localizada em Massachusetts - para cuidar do caso, eles encontram uma rebelião de presos, devido a um furacão que se aproxima da ilha, e ficam impossibilitados de sair da ilha."
Então.. o filme tem mais de duas horas e meia. Ele não me fez pensar "acaba logo", mas eu acho que ele perde um poco do 'timing', nada que me faça querer sair do cinema imediatamente reclamando do quão o filme é prolixo. Não, nada disso! Apenas pontuo que algumas cenas poderiam ter sido encurtadas ou outras, mais irrelevantes, retiradas. Sabe o que me marcou bastante? A gravata do Teddy Daniels(Leonardo Di Caprio). Eu não consigo mensurar, sendo exagerado, o valor daquela gravata para o filme. Primeiramente, ela representa a perfeita caracterização do estilo 'film noir'. A estampa, a relação dele com a gravata, o fato de ele amar a gravata, mas, mesmo assim, achá-la feia. A estampa da gravata marca perfeitamente a década em que o filme está sendo representado. Achei, digamos, um detalhe brilhantemente destacável, tanto que, até hoje, utilizo a gravata como exemplo emblemático ao me referir ao filme. Fico tentando achar outra referência à época e canso. Canso. Não tem, digamos, exemplos de caracterização para leigos. Se você entender de luz, marcação do 'filme noir' no chapéu do Di Caprio, ou reparar na roupa da enfermeira da década de 50, meus parabéns, pois eu estava mais preocupado com os diálogos. Não leia nada antes de ver o filme, não ouça nada, simplesmente vá vê-lo. Só perceberá que se situa na década de 50 pela fala de Di Caprio ou se você for especialista em gravatas, como eu(brincadeira). Agora, a hostilidade e o cinismo foram pungentemente ressaltados e bem caracterizados na chegada dos agentes federais à ilha.
É impressionante como todas as atenções foram voltadas para Di Caprio. Bem, ele não decepcionou. Ele me surpreendeu. Eu só consigo lembrar dele no Titanic e OLHE LÁ! Mas, depois dessa atuação, lembrarei com carinho. Ruffalo, que eu sempre gosto do que ele faz, estava bem, só bem. Também, coitado, não tinha como aparecer mais. Ao menos, ele não estragou cenas como a maldita pseudo-amélie-poulin que decidiram colocar para contracenar com Di Caprio. Tal criatura forjava Rachel Solando, uma possível fugitiva, e, simplesmente, parecia ter feito teatro na 'companhia de novos atores colírio japonês', dirigida pela Nana Gouvêa, aquela atriz, sabe? Pois é. Ela tinha uma partinha na testa que me lembrava a Amélie de um jeito ruim. Ok, ela parecia sim uma louca(pelo menos nisso ela acertou), mas ela não passou nenhuma emoção, não entrou no clima, diferente do Leonardo Di Caprio, que fez uma das suas melhores cenas. E olha que a cena tinha diálogos ótimos! Pra mim, merece destaque a enfermeira que responde às perguntas do detetive Teddy de uma forma bem sarcástica e a doente mental que escreve "RUN". Muito boas!
Dia desses, eu tava vendo o trailer de "Ilha do Medo" e vi que era propaganda enganosa. HAHA. Venderam a imagem de um filme de terror, enquanto as cenas de susto se contam nos dedos de uma mão. A trilha sonora compensa a falta de suspense nas cenas. Achei meio injusto. Se você está procurando um filme de terror, nem gaste seu dinheiro. Espera chegar em DVD, coloca o filme tipo 00:00h que dá tudo certo! O final? Polêmico, né? Eu acho, porque ninguém esperava um final tão óbvio. Ficamos até o último minuto torcendo, com os dedos roxos do sangue preso, para que não acabe da forma que a gente sabia desde os 50min de filme(o filme tem mais de duas horas e meia). Resolução final: eu gostei. Nada mais que isso. Não sei se Scorcese seguiu o livro fielmente(será que o final é do livro? HAHAHAHA), mas acho que ele acertou. Shutter em inglês é veneziana ou obturador, bem.. Shutter Island, Ilha do Obturador, então, bem, pode ser o aparelho que eles usam no cérebro dos pacientes, né? Tá, parei.
6 comentários:
Ai, minha nossa! Pra não falar bobagem, comento as soon as eu assista. ;D
vamos assistir 'a ultima tentação de cristo', vi faz tento. bem polêmico! gera um bom post
"Não leia nada antes de ver o filme, não ouça nada, simplesmente vá vê-lo." foda, nao vi ainda, mas gostei de ver q voltou a escrever.
Vido, eu assiti o filme. To escrevendo o que eu achei e depois coloco aqui tá bom?
Mas só pra atencipar! Eu gostei que só ;)
Samara
=*
Bem, eu assisti o filme ontem, vidão. E fui sozinha porque precisava de uns sustinhos e não ter com quem comentar nada.. =p
Enfim, realmente concordo com o ponto "Se você está procurando um filme de terror, nem gaste seu dinheiro." A imagem do trailler é enganadora, pois vende um filme de terror; o iguatemi coloca na sua descrição como um filme de drama; eu, particularmente, achei que ele daria um bom suspense. Até mesmo porque eu não me assustei nenhuma vez! NENHUMA ¬¬'
Eu não sou especialista em gravatas (hauheiauhe), mas o que me fez identificar a época foram as roupas, os cortes dos cabelos, mas, principalmente, os tratamentos que estavam sendo inicialmente utilizados para a cura da loucura. Principalmente, a tão falada lobotomia. A gravata para mim teve a sua importância para simbolizar o principal conflito que acontecia com o Andrew Laddies ou Teddy Daniels, ao mesmo tempo que ele amava a gravata ele a odiava.
Ao mesmo tempo em que ele amava a sua esposa ele a odiava por ela ter matado seus filhos. A gravata foi só um mero detalhe para representar esse contraste, creio eu.
E, pra mim, o final não foi óbvio =x
Eu realmente me surpreendi e fiquei super passada quando vi que era tudo uma história mirabolante dele. E eu a-d-o-r-e-i!!!!
Por fim, concordo em partes com a sua crítica =p
Beijooosss, vidão!
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