Oi,
Já faz um tempo, não é? Já faz um tempo que eu queria te escrever. Passado o passado, acho que eu mesmo esqueci o tom. Mas sinto que eu te devo sempre alguma explicação, parece inaceitável a minha decisão. Eu sei, eu sei, eu sei. Também fui eu quem fingiu que não estava ali. Mas é nossa obrigação saber seguir em frente mesmo sem direção. Tanta afinidade assim eu sei que só pode ser bom. Mas se é contrário, é ruim, é pesado, e eu não acho bom. Fiquei atordoado. Faltou a, faltou ar. A gente segue a direção que o nosso próprio coração escolhe. Fiquei atordoado de amor. Faltou a, faltou ar. E concluo que a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar. O vazio não se mostra mais na cor branca da tinta em cima da cabeça. Se o errado pra mim for certo? Eu não me importo. Com tanta coisa mais. Você não acha? Me desapego dos meus esconderijos. A música estrondosa, a casa vazia. E se o errado pra mim for certo? Não, eu não me importo, não. Arrumo a cama para esperar a segunda-feira, de um jeito que ninguém sabe, sem nem mais sonhar com os pés fora do chão. Abre-se mão de entender, sai bom, mau, supurado pra poder voltar. Em ver, me achar. Cheguei aqui sozinho, como dois estranhos, cada um na sua estrada. Em uma esquina, lugar comum, e aí quais são seus planos? Mas e se o errado pra mim for certo? Eu queria te perguntar se tem aí contigo alguma coisa para mudar. Não, eu não me importo. O certo e o incerto a gente já sabe, mas quero te contar...que eu nem sei. É mais que estranho, é impenetrável e ininteligível. Te dá sensações perdidas que as palavras não possuem sensibilidade tão grande para transmitir.
Assinado,
Eu.

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